Aos que vomitam patadas
Quero entregar-lhes, à bofetada, a serenidade.
Não quero ofender quem me ofende,
Não quero trair quem já me traiu.
E não serei, eu, a injusta dos injustos.
Nesse troca troca
Eu prefiro sair vencida.
Quero o veneno da suavidade intoxicando cada palavra que profiro.
Quero a acidez dos gestos do cotidiano imobilizada por velozes golpes de amenidade e finalizados, amorosamente, com uma chave de brandura.
E aos que despertam meus piores sentimentos, desentranham meus medos,
Rogo-lhes que sejam inundados por um tsunami de felicidade,
E transbordem num mar de fraternidade.
Quero semear doçura!
E colher o mel mais melado de cada entranha.
Nunca gostei dos gostos mais amargos ou azedos.
- Sou viciada em açúcar.
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