O quanto te amei está enfim
querendo me deixar. Vejo brotar o desinteresse no que antes mais brilhava.
Onde só o estar bastava. A só luz dos olhos já alimentava uma sede de querer,
desejando. Hei que agora corro, sozinha, atrás de migalhas de sorriso,
procurando traços de carinho. Em vão. Cavo, e, ao invés de achar, só consigo
enterrar, mais, mais profundo, mais confuso. Todos os caminhos levam a nenhum
lugar, levam a um mesmo lugar. Luto com unhas ruídas e dentes quebrados. Luto! Vestida com o mais profundo preto, de punhos cerrados. E chorarei o que conseguir me caber.
Inundo.
Inundo.
Saudade do olhar que nunca mais
vou ver.

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