terça-feira, 7 de maio de 2013

ÚLTIMO SUSPIRO


O quanto te amei está enfim querendo me deixar. Vejo brotar o desinteresse no que antes mais brilhava. Onde só o estar bastava. A só luz dos olhos já alimentava uma sede de querer, desejando. Hei que agora corro, sozinha, atrás de migalhas de sorriso, procurando traços de carinho. Em vão. Cavo, e, ao invés de achar, só consigo enterrar, mais, mais profundo, mais confuso. Todos os caminhos levam a nenhum lugar, levam a um mesmo lugar. Luto com unhas ruídas e dentes quebrados. Luto! Vestida com o mais profundo preto, de punhos cerrados. E chorarei o que conseguir me caber.
Inundo.
Saudade do olhar que nunca mais vou ver.

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